quinta-feira, 17 de agosto de 2017

EXPRESSÃO 25 ANOS (15) Os primeiros vencedores do Prémio Riacho

Rosa Coelho, Francisco Tavares e Fernando Stoffel

      O 1º de dezembro de cada ano é o dia de encontro de antigos alunos na Guarda ou em outras localidades. Em 30 de novembro de 1997 juntavam-se no Restaurante Telheiro os antigos alunos com um ponto extra na agenda: entregar o 1º Prémio Riacho após a sua criação na ESAAG em abril do mesmo ano. Depois do almoço, fez-se a entrega de 50.000 escudos a cada um dos dois primeiros lugares (ex-aequo), Rosa Coelho e Francisco Tavares, e de 25.000 escudos para a menção honrosa (Fernando Stoffel).
      No final, os três disseram ao EXPRESSÃO:
   Rosa Coelho: "Talvez um dia mais tarde seja eu a aplaudir os vencedores e eles a dizer-me que eu não faço parte de uma geração velha, pois não se pode ser velho enquanto a alma amar a vida."
   Francisco Tavares: "Um prémio que promove o saber, a solidariedade e uma dinâmica dos alunos. Um convívio como este dá vida a uma escola que foi, é e continuará a ser uma marca na vida de quem por lá passa."
   Fernando Stoffel: "Um evento inesquecível e um incentivo enorme para prováveis vitórias no futuro."
     O Prémio Riacho galardoou nos primeiros anos os melhores textos do jornal EXPRESSÃO nas modalidades de narrativa literária e texto de reflexão, passando mais tarde a concurso. 

PRÉMIOS NA MÚSICA Distinções para 2 alunas nossas em Viena



As alunas da ESAAG e do Conservatório de Música de S. José da Guarda Eva Lourenço Grancho e Ana Margarida Lamelas ganharam o 2º prémio no "Grand Prize Virtuoso” International Music Competition" 2017, Viena, sendo a Eva Lourenço Grancho na categoria "intermediate" (viola) e Ana Margarida Lamelas na categoria "advanced" (viola). No post da professora Olena Sokolovska no Facebook, esta felicitou-as “pelo ótimo resultado, pelo merecido reconhecimento da dedicação e empenho, que ambas apresentaram neste desafio”. Parabéns e muitos sucessos, desejamos nós!

OFICINA DE ESCRITA 2016/17 (6) Ainda mais lendas incríveis do 10º A

10º A
Textos resultantes da Oficina de Escrita dinamizada por Luís Chaves e promovida pela BMEL em colaboração com a Bibl. Escolar Vergílio Ferreira em março-maio 2017 na ESAAG




Transformação livre de lendas da região da Guarda
Criação livre de frases a partir de colagem de recortes de jornal

Um aviador de Panóias estava a meio de uma viagem quando, de repente, foi abordado por um bando de aves. As aves pareciam muito alteradas ao ponto de começarem a interferir no trajeto do aviador.
O homem, muito assustado, viu-se obrigado a aterrar de emergência para tentar proteger-se.
As aves, ao depararem-se com o sucedido, imitaram-no.
O aviador desesperado começou a fugir o mais rápido que pôde até avistar uma igreja, para onde entrou e rezou para que a passarada sumisse.
Quando saiu, passadas muitas horas de reza, viu os pássaros a voarem bem longe.
 Assim, o santo padroeiro da igreja passou a chamar-se Senhor dos Aflitos. 
Jéssica Vendeiro. Texto a partir da lenda “A Alcateia de Panóias”.


Em 1963, um jovem camponês estava a passear pelo campo quando, de repente, avista uma casa isolada e abandonada. O jovem não teve dúvidas e dirigiu-se para lá. Quando chegou à casa, encontrou muitos cadáveres em todos os lados, na sala, na cozinha, no jardim, etc....
O camponês já estava a pensar em sair de lá, pois parecia uma casa de terror, quando começou a ouvir um barulho muito estranho no andar de cima e, como não era um jovem com dúvidas, começou a subir as escadas. Ao chegar ao segundo andar, viu uma coisa que nunca tinha visto na vida, um lobo no meio do quarto a dormir com muitas moedas de ouro à volta.
Como a família do camponês era muito pobre, ele resolveu roubar um pouco das moedas e sair de lá rapidamente. Quando estava a sair da casa, o lobo acordou e notou que lhe tinham roubado algumas moedas.
O lobo foi em direção ao camponês, mas como o jovem tropeçou durante a corrida, acabou por matá-lo, pondo o cadáver num dos cantos da sala, assim como tinha feito com todos os outros que também lhe tentaram roubar as moedas.
Jordi Marcos. Texto a partir da lenda “A Alcateia de Panóias”.


Era uma vez um lobo que vivia na floresta de Panóias, com os seus amigos, numa alcateia. Certo dia, quando regressava de ter ido buscar comida à floresta, foi encurralado por um grupo de aldeões de Panóias, que estavam esfomeados e a sentir prazer de matá-lo.
O lobo foi a correr para a aldeia e fechou-se numa casa onde os populares não conseguiam entrar, acabando por ficar à porta de plantão.
O lobo encontrou uma senhora dentro de casa, ela para salvá-lo vestiu um fato de lobo e saiu para a rua. Os caçadores já fartos de esperar, agarraram a senhora e levaram-na, enquanto o lobo saía pela porta das traseiras.
O animal foi a correr para floresta, ansioso por contar aos amigos e família. Entretanto, os caçadores confrontaram a senhora, e, furiosos, deixaram-na num local recôndito da floresta, à espera que os lobos a comessem.
Por seu lado, a alcateia decidiu fazer uma perseguição aos aldeões, enquanto o lobo salvava a senhora. Todos juntos fizeram um banquete de aldeões de Panóias e mirtilos, a senhora, naturalmente, só comeu os mirtilos.
Mais tarde, criaram a cabana da Nossa Senhora de Paranóia, na floresta, a padroeira que ajudava os animais.
Rita Marcos. Texto a partir da lenda “A Alcateia de Panóias”.


Uma rapariga de dez anos, da aldeia da Páscoa, regressava da escola, quando, de repente, foi abordada por uma alcateia, no meio da floresta. Os lobos eram muitos e estavam tão famintos. Assustaram de tal maneira a rapariga que esta só teve tempo de trepar a uma árvore. Os lobos ainda tentaram subir para a apanhar, mas não conseguiam, pois escorregavam sempre.
Passadass umas horas, a rapariga, desesperada, começou a chorar, uma vez que os lobos continuavam debaixo da árvore à sua espera, enquanto a mãe a esperava em casa preocupada, pois já começava a ficar tarde.
Como não aparecia ninguém, a rapariga fechou os olhos e pediu que os lobos se transformassem em coelhos, uma vez que só faltavam dois dias para a Páscoa e ela só conseguia pensar nisso.
Quando abriu os olhos, o desejo tinha-se realizado, os lobos transformaram-se em coelhinhos muito amorosos.
A rapariga voltou para casa, para junto dos pais, com um coelhinho ao colo. Em honra do sucedido, a capela da aldeia passou a chamar-se Capela dos Animais Amorosos.    
Sara Marques. Texto a partir da lenda “A Alcateia de Panóias”.

Já nos meados do século II a.C., projetou-se algo que viria a ser um grande feito na Vila do Carmalhão, conhecida por ser banhada pelo Rio Piolhoso, no qual “habitava” uma população de piolhos. Não havia quem nele entrasse que não apanhasse tal peste. Resumindo, não havia na vila quem não se coçasse. 
O supremo Carmalhoso, farto de coçar-se, engendrou algo: 
- A única maneira de acabar com a piolhice será construir uma ponte de paralelos para que possamos entrar e sair da vila sem que tenhamos mais dois quilos de piolhos em cima – vaticinou.  
Reuniu o pessoal especializado no fabrico do material, os denominados “Pica Pedras”, e o mestre Tino de Rãs, pois já havia solucionado uma anterior praga de rãs do Egito. Após a reunião, chamou Tino à parte e ofereceu-lhe uma poção que não deveria ser utilizada antes de chegar à Barroca Funda, o local que forneceria a matéria prima necessária. Tino pôs-se a caminho, em direção à Barroca, e quando chegou fez como o supremo lhe havia dito e lançou a poção sobre o local. Segundos depois, houve uma grande explosão que despedaçou a Barroca em milhares de paralelos. Tamanha explosão provocou a infestação de piolhos no local, o que impossibilitou o retorno de Tino à vila.
Incapaz de retornar e cansado de se coçar, começou a cantar “Pão com manteiga”, já que há muito tempo não comia. Tino cantava tão, mas tão mal, que os piolhos não sobreviveram a tal poluição sonora e caíram por terra um a um.
Ao ver o sucedido, o mestre calceteiro, animado pelo fenómeno, começou a correr o mais que podia até à vila, gritando pelo auxílio dos companheiros, para finalmente darem início à construção da ponte. 
Finalizada a empreitada, foi batizada como a “Ponte da Fumosa Piolheira”, acabando por se tornar num ponto de referência da vila.
Filipa Santos. Texto a partir da lenda “A Casa Grande”.
(Frases criativas / colagens de Rita Marcos, Fátima Morgado, Rúben Abadesso, Beatriz Costa e Ana Lúcia, por esta ordem)

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

EXPRESSÃO 25 ANOS (14) 10 pares de gémeos na ESAAG em 1997/98

Seis dos 10 pares de gémeos no outono de 1997: na fila da frente,
Ricardo e Rui Inácio e Maria de Deus e Dulce Maria Bento;
na segunda fila, Joana e Pedro Galante;
na terceira fila, Ana Carolina e Ana Teresa Bárbara à esquerda
e Ricardo e Sérgio Fonseca à direita;
no meio da terceira fila e na última, Ana e Eunice Ramos. 

Gémeos há muitos mas houve um ano (1997/98) em que só a ESAAG tinha dez pares de gémeos. Naquela altura o jornal EXPRESSÃO ouviu-os a todos e fez mesmo fotos do grupo. Aqui fica a lista dos gémeos a frequentar a ESAAG naquele ano: Ana e Eunice Ramos; Maria de Deus e Dulce Maria Bento; Maria Manuel e Maria Inês Correia; Cláudia e Patrícia Pires; Pedro e Joana Galante; Cláudia e Daniela Varandas; Ana Carolina e Ana Teresa Bárbara; Ricardo e Rui Inácio; João Pedro e António Manuel Mamede; Ricardo e Sérgio Fonseca.
E há sempre coisas interessantes a perguntar aos gémeos: eles responderam-nos sobre quem tinha nascido primeiro, se a sua identidade baralhava muito as pessoas, como era viver com uma pessoa igual, andavam frequentemente juntos, se era muito difícil separarem-se e se se sentiam dependentes do outro, se tinham gostos idênticos, como tinha sido a escolha do secundário (eventualmente diferente) e como encaravam a independência mais tarde. Quem for curioso pode vir consultar o exemplar em arquivo na Biblioteca Escolar Vergílio Ferreira (da ESAAG).  
Atualmente devem andar todos pelos 34-40 anos. Que é feito deles?

MANUAIS Listas na página do Agrupamento

Os manuais para 2017/18 em todos os anos de escolaridade estão para consulta no site do Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque. Se quiser comparar os manuais escolhidos em outras escolas, consulte em wook.pt.
Este ano no concelho da Guarda os manuais do 1º ciclo são oferecidos aos encarregados de educação pelo Ministério da Educação e os livros de Fichas pela Câmara Municipal da Guarda. No caso dos manuais, eles devem ser devolvidos para reutilização no final do ano letivo em cada escola. 

OFICINA DE ESCRITA 2016/17 (5) Mais lendas inventadas pelos alunos do 10º A

10º A
Textos resultantes da Oficina de Escrita dinamizada por Luís Chaves e promovida pela BMEL em colaboração com a Bibl. Escolar Vergílio Ferreira em março-maio 2017 na ESAAG




Transformação livre de lendas da região da Guarda
Criação livre de frases a partir de colagem de recortes de jornal

Textos do 10º A
Nossa Senhora da Assunção e as chuvas…
Conta-se que há muitos, muitos anos, a cidade da Guarda foi inundada pela água da chuva. Na altura, os habitantes temeram o pior, pois muitas das casas ficaram submersas e outras começaram a desabar.
Em grande agitação e sobressalto, a maioria do povo acorreu à igreja para implorar ajuda e prometeu que, mal acabasse de chover, iriam construir uma catedral no sítio em que as casas ficassem mais submersas e onde houvesse mais danos materiais causados pelos desabamentos e pelas inundações.
Mal a chuva parou, o povo pôs mãos à obra e começou a construir a catedral, a fim de cumprir a promessa feita. No entanto, o local escolhido para a construção da mesma era muito mais fundo do que se pensava, o que impossibilitava a construção. Sendo assim, a catedral foi construída a alguns metros dali.
Após a construção, a santa padroeira da cidade, a Senhora da Assunção, a quem tinha sido pedido auxílio, era encontrada, todas as manhãs, coberta de terra e molhada. Após algum tempo, a população finalmente percebeu o que se passava: a catedral não deveria estar ali, mas sim no local escolhido inicialmente, ou seja, no local mais fundo (daí a terra) e onde a chuva causara mais estragos (daí a água).
Sendo assim, a catedral prometida foi construída nesse local, onde permanece até à atualidade.
Ana Lúcia. Texto a partir da lenda “A Capela de S. Lourenço”.



Conta-se que São Francisco foi ameaçada pela água de um tsunami.
Na altura, os habitantes temeram o pior, pois a água corria a cidade toda em direção ao centro.
Em grande sobressalto, a maioria da população reuniu-se, e foi prometido que no sítio onde a água parasse iria construir-se um hotel para cães. Passadas umas horas, a água acabou por entrar pelo centro adentro.
Volvidos alguns dias, a calma voltou e a população decidiu pôr a sua promessa em prática. Porém, para o sítio onde iria ser construído o hotel, já estava prevista uma estátua em homenagem às vítimas do tsunami, e por isso o hotel teve de ser mudado para umas ruas mais atrás.
Depois de o hotel ser construído, todas as noites havia um acontecimento que deixava os cidadãos de São Francisco boquiabertos: os cães hospedados iam até à estátua e deixavam lá um «presente». 
A situação verificou-se todas as noites e os cidadãos viram-se obrigados a mudar o hotel para o sítio onde tinha sido prometido.
Entretanto, o edifício onde estava antes instalado o hotel passou a ser um centro comercial que apenas vende produtos e serviços para cão.
Inês Silva. Texto a partir da lenda “A Capela de S. Lourenço”.


Conta-se que Coimbra foi ameaçada por um ataque terrorista. Na altura, os habitantes ficaram muito assustados, pois era só tiros por todo o lado!
Em grande sobressalto, a maioria do povo acorreu junto das forças policiais e foi logo construído um abrigo para as crianças e os recém-nascidos.
Os tiroteios acabaram por matar muitas pessoas, antes de chegarem ao abrigo, inclusivamente crianças.
Findo o sobressalto, o povo ficou mais calmo. Mas havia uma grande tristeza: as pessoas tinham perdido muitos dos seus familiares, cerca de um milhão de pessoas morreu. Foi então construído um grande cemitério, no centro de Coimbra, com uma igreja ao lado, que homenageava todas vítimas do atentado.
Depois de erguidos o cemitério e a igreja e colocado um santo no altar, ocorreu um estranho fenómeno, que deixou toda a população boquiaberta. Uma senhora de olhos castanhos, de 56 anos, chamada de S. Jéssica, que padeceu no atentado, "fugia" do cemitério e aparecia no local onde tinha ocorrido o maior número de vítimas. E isto aconteceu tantas vezes que suspeitaram dela. Veio então a descobrir-se que ela era cúmplice no atentado.
Diogo Tavares. Texto a partir da lenda “A Capela de S. Lourenço”.


Conta-se que, há cerca de um mês, no Sabugal, houve uma ameaça de bomba.
No momento, em que a população soube da notícia, todos ficaram aflitos, com o "coração aos saltos", esperavam o terror e pensavam que fosse o fim das suas vidas e da sua terra.
Na localidade, havia uma igreja e uma capela muito bonita e boa para rezar, em todas as ocasiões da vida, e também um castelo de cinco quinas, onde decorreu a Batalha do Gravato.
Rapidamente foram todos para a Igreja rezar a Nossa Senhora da Graça, protetora da aldeia e dos habitantes.
A bomba foi rebolando pelo caminho até que, pouco antes de chegar à capela, explodiu, destruindo-a.
A população ouviu o estrondo e ficou muito assustada. Espontaneamente começaram todos a correr para ver o que se passava. Quando chegaram, viram a capela completamente em cacos. Então, na mesma marcha acelerada, voltaram à Igreja e fizeram uma promessa para que voltassem a ter a capela de novo.
Passados alguns dias, num domingo de manhã, a capela estava novamente no sítio.
Quando acordaram e viram a capela de novo erguida: nem queriam acreditar, tinha acontecido um milagre.
Alice Canaveira. Texto a partir da lenda “A Capela de S. Lourenço”.


Não há muito tempo, vivia em Lisboa um homem rico que tinha uma filha, de nome Estrela, muito dada a redes sociais e a saídas noturnas.
Não será admiração alguma saber-se que havia muitos pretendentes a tentar casar com ela, não que ela fosse psicologicamente interessante, mas pela sua riqueza e popularidade.
Contudo, havia um rapaz que aparentava ser diferente; apesar de ser conhecido na cidade, era reservado e não gostava de sair. Pertencia à classe média, mas o aspeto mais fora do comum era que, apesar de ser um dos rapazes mais charmosos da capital e de ter muitas pretendentes, nunca se tinha interessado por nenhuma rapariga, a não ser pela Estrela. O seu nome era Diego.
Com o passar do tempo, os dois jovens foram conhecendo-se e passados alguns meses iniciaram o namoro.
Com a convivência junto da Estrela e dos seus amigos, Diego acabou por perder o sentimento que tinha por ela, permanecendo, no entanto, a seu lado apenas por interesse.
Passado algum tempo, os negócios da família da Estrela começaram a entrar em colapso, fazendo com que rapidamente se tornasse numa das mais carenciadas da cidade. Com isto, Diego abandonou Estrela.
Desolada, fugiu de todos e foi chorar para o cimo da mais alta serra, a sua homónima, Estrela. Foram tantas as lágrimas vertidas e tantos os gritos que Estrela soltou a chamar por Diego que se formou um muito pequeno fio de água. O fio foi crescendo, à medida que descida vertiginosamente a encosta, até formar um regato, depois um riacho e finalmente um rio.
A história correu aos sete ventos. O rio acabaria por ficar conhecido como Estrela Veloz, o pseudónimo que ela usava nas redes sociais.

Beatriz Neves Ascenção. Texto a partir da lenda “Mon Diego”.

(Frases criativas / colagens de Filipa Santos, Tiago Gonçalves, Rodrigo Bento, Rodrigo Santos, Mariana Robalo, por esta ordem)