segunda-feira, 27 de março de 2017

DESPORTOS GÍMNICOS Vídeo disponível

     O Encontro Distrital de Desportos Gímnicos que teve lugar na ESAAG no passado dia 15 pode ser visto em vídeo. Aqui está o resumo em seis minutos.


AMANHÃ EM GOUVEIA 3º Encontro do quadro competitivo em juvenis



Amanhã à tarde em Gouveia a ESAAG defronta-se com as Escolas Sec. de Celorico e de Gouveia em basquetebol masculinos juvenis. É o 3º encontro do quadro competitivo. O professor responsável é José Oliveira. Boa sorte!

O CARTAZ DA SEMANA DA LEITURA


     Aqui fica o cartaz da Semana da Leitura na ESAAG, elaborado pela equipa da Biblioteca Escolar. Vem participar nas atividades. Vê por exemplo neste blogue (Regulamentos /Concursos) o Regulamento do Concurso Prazer de Ler.

O MEU NOBEL - 7 Albert Camus, o estrangeiro


O pensamento camusiano é, com certeza, dos mais controversos e complexos que marcam todos os que o compreendem, desde o “suicídio filosófico” até à absurda liberdade e criação, evidenciando-se os paradoxos (oxímoros?) constantes na própria existência, sendo o mesmo, notoriamente, uma reflexão sobre o tudo.
Para Camus, Prémio Nobel da Literatura em 1957, é uma evidente tentativa de compreensão do que o rodeia, acabando por cair numa certa neutralidade fictícia, pois dentro de si viaja um tornado de pensamentos, embora nunca os consiga exteriorizar. Algo interessante de referir é o facto de o filósofo usar quase sempre frases declarativas na sua escrita, não demonstrando emoções, o que acaba por acentuar a sua indiferença meramente aparente. Quase me atrevo a comparar o seu tumulto interior ao segundo andamento da famosíssima obra “A Sagração da Primavera” de Igor Stravinsky, “O Sacrifício”, onde, para quem o ouve pela primeira vez (ou, até mesmo, a obra completa) acaba por estranhar e por não compreender a genialidade da obra (da primeira vez que o compositor apresentou a mesma, os espectadores, assim que o concerto acabou, atiraram ao palco as cadeiras onde estavam sentados!). Camus não compreendia o mundo e, paralelamente, o mundo não o compreendia, caindo, assim, em diversas reflexões sobre a sociedade da qual ele é um mero passageiro.
De certo modo, o autor considera-se, como já referi, um passageiro no mundo, derivando daí o seu livro mais célebre, “O Estrangeiro”, o qual retrata acontecimentos da vida de um indivíduo que leva uma vida banal cuja, mais tarde, toma um rumo inesperado. A primeira frase desta obra é “Hoje, a mãe morreu.”, o que começa por demonstrar o caráter absurdo e existencialista de Sr. Meursault, o personagem principal da obra. Este indivíduo vive num pequeno apartamento, isolado e alheio ao mundo, até que um vizinho seu começa a interagir com ele, mas Meursault não demonstra qualquer interesse em desenvolver uma amizade com esse indivíduo, visto que o mesmo era inculto, rude e bastante violento. No entanto Meursault continua a relacionar-se com Raimundo, mas nunca se deixando afetar pelo mesmo, mostrando uma indiferença constante. No entanto, uma mulher captou a atenção deste “passageiro”, Maria, apaixonando-se por ela, mas nunca perdendo a sua passividade perante a vida. A certa altura da história, Meursault, Maria, Raimundo e outros amigos seus decidem passar férias, viajando até uma casa à beira mar, onde, certo dia, uns indivíduos Árabes decidem “atacar” Meursault e os seus amigos, e este acaba por matar um desses Árabes a tiro, cruelmente. Esta morte é significativa para a compreensão da obra e da corrente filosófica presente na mesma e, de igual modo, para o desenrolar da história deste, até então, indivíduo ordinário. Na segunda parte da obra, Meursault é julgado pelo seu crime; no entanto este não demonstra quaisquer remorsos e relevância perante a situação, mantendo sempre a sua postura desinteressada.
Durante o julgamento, a frieza de Meursault é bastante enfatizada, e um dos factos que sustenta a sua frieza é o mesmo não ter mostrado qualquer emoção no que toca à morte da sua mãe, sendo o mesmo condenado à pena de morte. Por fim, a obra termina com Meursault a pensar para si mesmo: “Para que tudo ficasse consumado, para que me sentisse menos só, faltava-me desejar que houvesse muito público no dia da minha execução e que os espectadores me recebessem com gritos de ódio.”
Em suma: esta obra retrata claramente a filosofia existencialista e niilista de Camus de uma forma direta e simples, levando o leitor a refletir sobre o enredo da história e, de igual modo, sobre o pensamento do conceituado filósofo.
“Antes, a questão era descobrir se a vida precisava de ter algum significado para ser vivida. Agora, ao contrário, ficou evidente que ela será vivida melhor se não tiver significado.” – Albert Camus

Luciano Gomes, 12º E

NO ESTABELECIMENTO PRISIONAL DA GUARDA Dia da Poesia teve presença de José Manuel Monteiro


     No dia 21 de março deslocou-se a este Estabelecimento Prisional, a convite do Agrupamento de Escolas, o professor e poeta José Manuel Monteiro tendo, por finalidade, a apresentação do seu livro “A (Im)Perfeição dos Dias) ” e, ainda, dar uma palestra sobre Poesia aos alunos que aqui frequentam as aulas.
     Num ambiente descontraído e de boa convivência entre alunos, professores e convidado, foram por este lidos alguns poemas seus, tendo também respondido a algumas questões que lhe foram colocadas pelos presentes.
     Em seguida, foram declamados alguns poemas pelos alunos, sendo entregue um prémio para a melhor declamação ao aluno Daniel Monteiro, para o melhor poema ao aluno Adelino Ribeiro e para o melhor desenho ao aluno Ulisses Cardoso.
     O critério para atribuição destes prémios foi feito por um júri constituído pela professora Agostinha Henriques e pelo professor e Poeta José Monteiro.
     Durante o evento, e no final do mesmo, fomos brindados com algumas músicas interpretadas pelo aluno Fábio Cárpio, acompanhando-se ele próprio à viola clássica.
     Considero de relevante peso estes eventos, a fim de criar uma maior motivação aos alunos para aumentar a vontade de leitura e de escrita, muito importantes para a própria evolução cultural e mental. 
                                                       Zé Carlos


DIA DA ÁRVORE O relato da ida à Serra


Dia 21 de março, dia da árvore e da floresta, saímos da ESAAG a caminho do Covão da Ametade, com o objetivo de plantarmos teixos, uma espécie umbrófila, que se adequa a esta zona. A ação foi inserida num projeto de conservação de habitat da responsabilidade do ICNF e supervisionado pela mesma entidade.
Assim, atravessando paisagens paradisíacas e, para alguns, algo medonhas (a paisagem apreciada através dos vidros e da altura do autocarro suscitou alguns receios), chegámos a Manteigas e, após curvas e contracurvas, que tornam a paisagem ainda mais bela, começámos a dura subida, mas, por razões de ordem técnica e mecânica, um dos autocarros “decidiu” suspender o percurso, levando, de imediato, à expressão... “atividade em risco”...
Não... Sorte ou Azar, esta curva situava-se um pouco acima do Centro de Interpretação do Vale Glacial do Zêzere e a rápida intervenção do ICNF, nas pessoas do Engenheiro Rui Melo e do Engenheiro Rafael Neiva, com o apoio imediato da Câmara Municipal de Manteigas, na pessoa de Pedro Lucas, solucionou o problema com um Plano B.
Os Sapadores Florestais de S. Pedro deslocaram-se rapidamente para o nosso “ponto de aterragem” e, com as opções propostas pelas duas entidades presentes, dividimo-nos em três grupos, que se foram revezando, e, enquanto uns plantavam os Teixos, outros visitavam o Centro de Interpretação do Vale Glacial do Zêzere e outros ainda o Viveiro da Trutas, mais concretamente o berçário.
As atividades foram sempre acompanhadas pelas entidades presentes.
Deste modo, queremos agradecer:
·      à Camara Municipal de Manteigas, por todo o apoio prestado, quer em termos da cedência dos transportes, quer do acompanhamento no local;
·      ao ICNF, pela cedência de 300 teixos, pelo guia que fez o enquadramento do Parque Natural da Serra da Estrela e falou sobre o programa de conservação do habitat do teixo, e pela sua total disponibilidade na organização da atividade;
·      à Associação de Estudantes do Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque, por ter abraçado esta atividade como sua;
·      aos alunos dos 6º, 10º  e 12º anos.
·  à Direção do Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque da Guarda.
Um bem-hajam a todos.
Os professores