sexta-feira, 21 de abril de 2017

ATIVIDADES RÍTMICAS EXPRESSIVAS Encontro distrital, hoje, sexta-feira, no TMG


     Hoje, dia 21 de abril, tem lugar no Grande Auditório do TMG o Encontro Regional de Atividades Rítmicas Expressivas (ARE). Será às 21 horas e reúne os desportistas e grupos do distrito da Guarda, incluindo os da ESAAG, e alguns de Viseu. A não perder.

OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA A Carochinha, por Rita Fernandes

Na sequência da participação de duas turmas do ensino secundário numa sessão de escrita criativa, promovida pelos professores de Português, os alunos foram desafiados a subverter um conto tradicional que tivessem na memória, adaptando-o à atualidade. Assim surgiu o texto que se segue, da autoria de Rita Fernandes (12º F).
Carochinha era uma mulher jovem que tinha o sonho de, um dia, encontrar o seu “príncipe encantado” e viver feliz para sempre.
Certo dia, encontrava-se triste e desanimada, deitada no sofá, pensando que, provavelmente, nunca iria conhecer o seu amado. Começava a mentalizar-se de que nascera sem sorte para o amor e, assim, passaria o resto da sua vida sozinha, apenas com a companhia dos seus felinos: Tareco e Serafim. Entediada, Carochinha não se cansava de mudar de canal, queria distrair-se com a sua televisão e esquecer a tristeza e angústia da sua vida.
De repente, a sala da jovem rapariga ficou iluminada por um forte raio de Sol. Nesse momento, passava na sua televisão um anúncio: “Ligue o 760 760 760 e ganhe 30.000 euros. Mude a sua vida!”. Carochinha não pensou duas vezes: levantou-se do seu sofá, sacudiu as migalhas que tinha no pijama e pegou, apressadamente, no telemóvel. Naquele instante, sentia que era o seu dia de sorte. Passados cinco minutos, o telemóvel tocou. Carochinha ficou estupefacta quando atendeu e soube que tinha sido a feliz comtemplada do concurso.
Saiu à rua e gritou bem alto e com os bolsos cheios de dinheiro: “Quem quer casar comigo?”. Vários rapazes foram ter com ela e aceitavam o seu pedido. No entanto, Carochinha era uma mulher muito exigente e rejeitava todos os homens que vinham ter com ela, ou porque tinham uma voz muito grossa, ou porque não tinham um carro de alta cilindrada, ou porque tinham um iPhone 4 (já muito desatualizado), etc. Apareceu, por fim, um rapaz alto e elegante chamado João Ratão, que correspondia aos desejos da jovem Carochinha. Era rico, bonito e conhecia as últimas tecnologias.
Carochinha e João Ratão casaram e foram passar a lua-de-mel às Bahamas. Ficaram instalados no melhor hotel da zona, perto da praia, onde iam todos os dias. Ratão ficara impressionado com os surfistas que via no mar e, assim, decidiu aproximar-se mais deles para os ver melhor, ficando a Carochinha sozinha na sua toalha. Estava tão entretido com as manobras dos surfistas que não se apercebeu de uma onda gigante que vinha na sua direção. Em menos de cinco segundos, João Ratão foi engolido pela enorme onda e nunca mais foi visto. Carochinha, que tinha assistido a tudo, ficou muito deprimida e passou o resto dos seus dias com os seus amigos Tareco e Serafim, empanturrada com pipocas. 

Rita Cabral Fernandes (nº22, 12ºF)

quinta-feira, 20 de abril de 2017

ENTREVISTA A CARLOS RODRIGUES, DA ORGANIZAÇÃO DA VISITA "PARIS NOUS VOICI 2017" "Viajar é abrir uma janela sobre o mundo."


 Colocámos algumas perguntas ao professor Carlos Pais Rodrigues, um dos responsáveis pela organização e acompanhamento da Visita a França “Paris nous Voici 2017 / Na Rota das Catedrais”, para fazer o balanço da Visita, que se realizou entre 7 e 14 de abril. Apesar de integrar a equipa organizativa, é a título meramente pessoal (e, refere ele, com muito gosto) que responde às questões colocadas. De facto, o balanço oficial e definitivo pressupõe ainda um inquérito a aplicar aos alunos participantes e uma reunião dos professores responsáveis pelo projeto, sendo posteriormente elaborado um relatório a submeter à DGEstE-Centro, no prazo de trinta dias.

Qual o balanço da viagem?
Do que me foi possível intuir das redes sociais (Facebook Paris nous Voici 2017), ouvir ou ler dos encarregados de educação, e ver nos largos sorrisos espalmados nos rostos cansados – sim, é possível cansá-los! – dos nossos alunos, julgo que o balanço é muito positivo. 

O programa revelou-se o mais adequado?
Continuo a acreditar que sim. Descontando o tempo do trajeto, foram seis dias “em cheio”! A opção por três parques temáticos prendeu-se com a faixa etária dos alunos (não havia turmas do ensino secundário, contrariamente ao PNV2015), tendo sido propositadamente intercalados dias de passeios e visitas. É verdade que nem todas foram efetuadas – já não houve tempo e forças para subir ao Sacré-Coeur… – mas, na minha perspetiva, tal ficou a dever-se à especificidade do grupo: 98 adolescentes e 11 adultos é uma estrutura muito “pesada”, difícil de manobrar, que em qualquer parte do mundo teria dificuldades em cumprir horários e passar desapercebida… 

Que efeito nas aprendizagens se supõe que a viagem conseguiu ?
Viajar é abrir uma janela sobre o mundo. A predisposição para conhecer outros povos, costumes e culturas, aprendendo com eles e vivenciando novas experiências é também uma forma de nos conhecermos a nós próprios, de tomarmos consciência de quem somos e do nosso lugar no mundo; só por isso, valeu a pena!
Agora, estes alunos já não precisam de imaginar a Torre Eiffel ou de sonhar com a Disney: vão recordar, lembrar e mesmo sentir saudades…Até aqueles que já conheciam estes locais e/ou monumentos emblemáticos, nunca irão esquecer esta viagem, porque ocorrida num ambiente atípico e peculiar.
É óbvio que, no domínio linguístico e cultural, aqueles que mais procuraram a interação, foram aqueles que mais se enriqueceram – o facto de viajar em grupo pode ser também um entrave; estar hospedado em casa de nativos francófonos seria bem mais producente (mas isso é outra conversa). Mesmo sem querer, os alunos foram “mergulhados” em Francofonia – lembro uma expressão da língua francesa muito sui generis, “un bain de langue”: ao lerem instruções ou ementas, ao ouvirem a Naomi (guia no bateau-mouche), ao efetuarem compras, ao pagarem no Flunch ou no Mac Donald, ao ligarem a televisão do quarto e descobrirem que os franceses dobram as séries que habitualmente vemos em Portugal, ao assistirem aos diversos espetáculos no parque Astérix, no Futuroscope e até mesmo na Disney,…aprenderam sem se dar conta e, melhor ainda, divertiram-se!
Relembro que, muito em breve, estes alunos serão postos à prova, pois cerca de um terço irá realizar os exames DELF (A1, A2 e B1) nos próximos dias 2 e 3 de maio, na nossa escola, aplicados pela Alliance Française. 

Como estiveram os jovens ?
No geral, considero que estiveram bem. É certo que houve situações, muito pontuais, que a irrequietude e o entusiasmo da adolescência, por vezes excessivo, conseguem explicar (mas nem sempre justificar), pelo que, em termos comportamentais, globalmente, nada de relevante há a apontar. Aliás, para um grupo de mais de 100 pessoas, até diria que fomos discretos q.b. e, também por isso, exemplares. 

Que alternativas se põem para as próximas viagens?
Fiel à sua matriz bienal, o projeto deverá concretizar-se novamente em 2019, com algumas novidades a revelar oportunamente, embora, como foi anteriormente explicado, também sujeito às características do público-alvo. 
Pela experiência adquirida e considerando o sucesso das duas edições (2015 e 2017), está agora em cima da mesa a possibilidade de passar a restringir-se a viagem a um único autocarro, mas num formato anual. Se assim for, já para o ano, poderá haver surpresas…
Por último, convém lembrar que o PNV (Paris Nous Voici) – a par do JIF (Journée Internationale de la Francophonie), do DELF (Diplôme d´Études en Langue Française) e do SELF (Section Européenne de Langue Française) – é apenas um dos quatro projetos de Francês do AEAAG, simbolicamente materializados num trevo de quatro folhas e no slogan “Le Français est une chance!”. Creio que quem fez esta viagem sentirá e viverá melhor esta frase, testemunhando que, de facto, no AEAAG, o Francês é uma sorte!

OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA Um conto tradicional de Carlos Gonçalves

Na sequência da participação de duas turmas do ensino secundário numa sessão de escrita criativa, promovida pelos professores de Português, os alunos foram desafiados a subverter um conto tradicional que tivessem na memória, adaptando-o à atualidade. Assim surgiu o texto que se segue, da autoria de Carlos Gonçalves (12º F).

Os Três Luchadores

Era uma vez uma família de três irmãos que habitavam uma colina. Eram três porquinhos mexicanos, Cabritinho, Leãozinho e Burrinho, que viviam numa casa sem condições. Decidiram então restaurar a casa e partiram em direção à cidade, onde iriam comprar os materiais necessários.
Ao chegarem à loja, depararam-se com a bela e velha Melania, uma loba. Começaram logo a discutir uns com os outros e decidiram que cada um construiria a sua própria casa. Burrinho construiu uma casa de vidro, Leãozinho construiu uma casa de lã e Cabritinho construiu um bunker subterrâneo.
Os três mexicanos viviam em paz, quando a loba Melania contou ao seu marido, o lobo Trump, a paixão que os três porquinhos tinham por ela. Trump, exaltado, decidiu fazer uma lei para expulsar os porcos da colina, mas, como estavam legais, não pode fazer nada. Então decidiu que ele próprio iria acabar com eles. Para destruir a casa de vidro de Burrinho, Trump pediu ao seu amigo russo Putin, umas tropas que invadiram a Crimeia para destruir a casa. Assim que as tropas chegaram, apenas se ouviram tiros e a casa veio abaixo. Burrinho foi viver com Leãozinho para a casa de lã, mas Trump já tinha preparado uma surpresa. Tinha ligado ao seu ídolo, o líder da Coreia do Norte, que lhe forneceu uma bomba atómica que largou em cima da casa de lã, que veio abaixo. Apesar da destruição, a lã absorveu o impacto e os dois mexicanos conseguiram escapar para o bunker do Cabritinho. Agora estavam a salvo, foi o que eles pensaram. Porém, o lobo Trump decidiu ser corajoso uma vez na vida e invadiu sozinho o bunker do Cabritinho, apesar da ideia que tinha ter desaparecido rapidamente quando viu um bando de morcegos vir na sua direção, obrigando-o a fugir. Cabritinho era nada mais nada menos que o Batman, era ali a sua caverna, onde guardava os seus belos carros e armas de combate ao crime. Trump estava tão assustado que até deixou cair a sua peruca loira e bem arranjada. O lobo Trump foi condenado pelo secretário da ONU, António Guterres, a indemnizar os três porquinhos mexicanos e a loba Melania acabou por casar com o segundo maior inimigo de Trump, o presidente mexicano Enrique Peña Nieto.
E viveram mais mexicanos para sempre.
Carlos Gonçalves, nº 7, 12º F

HOJE ÀS 18H30 Conselho Geral discute Conta de Gerência

     
     O Conselho Geral do AEAAG, órgão de consulta e de representação da comunidade educativa, presidido pelo professor Carlos Bombas, reúne hoje à tarde, às 18h30, para discutir e aprovar o Relatório da Conta de Gerência do AEAAG. Será também aprovado, como a lei prevê, o período de férias da Diretora do Agrupamento. 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

HOJE NO TMG ÀS 21H30 César Prata e Sara Vidal com Cantos da Quaresma


César Prata, professor, músico e ex-aluno da ESAAG, estará hoje em palco no TMG às 21h30 com o espetáculo "Cantos da Quaresma", tendo também a participação de Sara Vidal e do Grupo de Cantares da Faia. Conforme refere o texto de lançamento do espetáculo, "a Quaresma representou na tradição musical portuguesa um período de sublimação. Saídos da folia do Entrudo seguiam-se quarenta dias de abstinência e reflexão. Ausentes os bailes, calados os instrumentos musicais e até o toque dos sinos, passava a viver-se uma religiosidade profunda, geradora de formatos musicais essencialmente vocais, pungentes e profundamente belos: encomendações das almas, martírios, loas, alvíssaras". O espetáculo já se realizou em Alcains no dia 12 e em Trancoso no dia 13 do corrente mês.